segunda-feira, 14 de novembro de 2011

tempo, tempo, tempo...



Em defesa do tempo, eu me manifesto.


Apesar de ter defendido por tanto tempo a bandeira de que ele é o senhor de todas as coisas, inclusive da cura para todos os males, ultimamente tem soado estranho ver as pessoas reportarem que esperam que o tempo haja e cure suas dores.


Gente! coitado do tempo!


Por que atribuir a ele tamanha responsabilidade, se você, que é o maior interessado em fazer com que o seu cenário sentimental se modifique, continua indo aos mesmo lugares, ouvindo "aqueeelas" mesmas músicas, privando-se de experimentar novos ambientes, de vivenciar coisas diferentes, e de conhecer novas pessoas? 


Nem o ar, que está em quase todos os lugares, penetra no que é hermético. É importante perceber quando uma atmosfera de tristeza é tão constante que passa a nos sufocar.


Minha intenção aqui, claramente, não é desmerecer o nosso querido amigo tempo. Ele ajuda MUITO, sim. Ajuda a lidar com o que você sente e a disciplinar um pouco as suas inquietudes; e quem sabe até ajude a despertar a sua consciência para aquilo que você realmente merece...
Mas, cicatrizar algo em que você mexe o tempo inteiro é uma tarefa dificílima, para não dizer impossível.


Portanto, não creditemos ao tempo uma responsabilidade que na verdade é de outro. É sua.


Dediquemos mais tempo ao auto-conhecimento, porque, de fato, algumas pessoas entram em nossas vidas, e vão ocupando espaços que nos fazem perder este contato. E, quando partem, fica difícil saber quem somos, tanto pela ausência que provocamos de nós em nós mesmos quanto por achar que uma parte nossa foi levada. Isso não é verdade.

Perceba-se inteiro
Aquela parte que você acha que perdeu, talvez seja apenas uma parte sua que você anulou em nome de algo que acreditava (a velha "arte de ceder", quando você está com alguém).


Amigos, o tempo, indiscutivelmente, ajuda. mas só o amor (próprio) cura.
Pensem nisso.


[DaisyLima.]


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domingo, 13 de novembro de 2011

Liberdade incondicional



"Há ausências que libertam."
medos, culpas, tristezas, pessoas... 
porque quando resolvemos nos despedir daquilo que já não faz mais sentido, tudo fica mais leve.

[DaisyLima.]






"sei que o seu caminho amanhã
será um caminho bom
mas não me leve..."

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domingo, 6 de novembro de 2011

O Infinito dos sentidos



há um lugar onde as palavras não existem.
no máximo melodia, cheiros, tons de cor e tato.
o infinito dos sentidos é onde tudo pode ser comunicado de maneira não verbal. 
lá, o silêncio é expressão.

[Daisy Lima.]



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terça-feira, 1 de novembro de 2011

das delicadezas de Novembro...


Novembro chegou. E que dessa vez,  possa ser percebido com um pouco mais de sensibilidade, e que apesar de toda a agitação de fim de ano, sua delicadeza possa ser sentida.

Porque a vida ensina sempre que nada é cem por cento.
Portanto, há de haver sempre um pouco de balé na correria, arte no desastre, riso no pranto, procrastinação na ansiedade, satisfação no cansaço de um ano bem ou mal vivido, e ainda... alguma delicadeza no fim.



que seja doce, este Novembro...
[Enya- Only Time; trilha do filme "Doce Novembro"]


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