segunda-feira, 26 de novembro de 2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Solitude, sim.



"Solitude é o isolamento ou reclusão voluntário, quando o indivíduo busca estar em paz consigo mesmo. Diferente da solidão que em sua essência é o estado emocional do indivíduo que deseja ardentemente uma companhia e não a tem. Um indivíduo pode estar cercado de amigos, em meio a um salão de festas muito animado, e ainda assim estar corroído pela solidão.
Em alguns casos, o indivíduo escolhe isso pelas experiências que lhe foram desagradáveis em algum tempo atrás. Sendo então a solitude uma maneira de evitar que o mesmo incidente ocorra novamente."

[Fonte: Wikipédia]


***

cem palavras.


"Que eu queria poder te dizer cem palavras
Eu queria poder te cantar cem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões"


tormento e paz

profundidade e superficialidade

medo e coragem

esquecimento e lembrança

cronologia e anacrônismo

dor e alívio

nunca e ainda

nada e tudo

vazio e completude

revolto e calmo

ausência e presença

distância e proximidade

relatividade e convicção

sonho e pesadelo

mal e bem

diálogo e monólogo

prosa e poesia

silêncio e música

diminuto e superlativo

temporais e primaveras

riso e pranto

frio e calor

amargo e doce

tímido e vulgar

lucidez e loucura

fugacidade e vagarosidade

desapego e saudade

individualidade e sinergismo

desdém e vontade

confuso e claro

comum e raro

passado e futuro

chaga e cicatriz

ebriedade e sobriedade

desânimo e ânsia

espinhos e flores

presunção e humildade

nós e laços

monocromático e colorido

crítica e elogio

culpa e compreensão

mágoa e perdão

 solidão e solitude

braço e abraço

fim e (re)começo

monólogos e diálogos

lua e sol

pecado e remissão

meio e inteiro



eu e você
você e eu



cem palavras.


antônimos que não se neutralizam.


Cada pessoa que passa por nós nos deixa uma história. Às vezes pra contar, outras pra calar.

***

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Queen of Hearts



um dia, um moço no ônibus pediu ajuda.
vendia chaveiros com estampas de cartas de baralho:
"escolhe um?!"

dentre tantos naipes e personagens, um em particular sempre me despertou o interesse: altiva, serena e ao mesmo tempo tão imponente, portadora de uma exuberância peculiar, persistente. jamais abandonara o baralho. dona de si, e de uma maldade quase cômica. "queen of hearts".

sem balbuciar, disparei: "quero a rainha de copas!"



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"Off  with their heads!" hehehe

domingo, 26 de agosto de 2012

terceira pessoa do singular.




“Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. 
Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. 
Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. 
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. 
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. 
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.”


[CFA.]


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terça-feira, 21 de agosto de 2012

hoje é 21.



Gratidão é sentimento que ocupa espaços grandes, e que, as vezes, não cabe só no coração.
Escorre pelos olhos em lágrima, espalha-se pelas mãos e braços em abraços, toma a face em sorriso e o corpo em emoção.
Sempre acreditei que nossa construção se dá a partir de nossas (con)vivências. E são elas que nos tornam tão grandes quanto os espaços que ocupam.

Hoje, meu nome é gratidão.


Agradeço a quem persistiu em mim, a quem me lançou um segundo olhar, e que, com calma, resolveu me dar uma segunda, terceira, quarta chance (e tantas mais...).

E a quem enxergou atenção na minha curiosidade apaixonada, meiguice na minha preguiça de ser incisiva, inteligência na minha sagacidade, persistência na minha insistência, caráter na minha mania de fazer tudo a risca, garra na minha objetividade, poesia nos meus rabiscos, dedicação na minha assiduidade chata, precaução na  minha insegurança, prudência na minha negligência, timidez na minha inibição, calma na minha passividade, charme no meu desengonço, perfeccionismo no meu criticismo, sensatez na minha indecisão, carinho na minha carência, cautela na minha vagarosidade, maturidade na minha seriedade, alguma delicadeza na minha "escroteza", espontaneidade na minha loucura.

Agradeço aqueles os que me deram, me dão e me darão oportunidade de crescer, de demonstrar quem realmente sou e, principalmente, por ter em quem me espelhar.


Agradeço aqueles que me presenteiam com a palavra certa, no momento certo e aqueles que respeitam o meu silêncio, quando o elejo.


Agradeço aqueles que acreditam nas minhas idealizações e de alguma forma contribuem para que eu as realize.


Agradeço aqueles que são totalmente distintos de mim, mas que ainda assim me dedicam respeito e até alguma admiração.


Agradeço àqueles que me ensinaram que trabalho não é o caminho mais curto, mas o melhor e mais digno para alcançar meus objetivos.


Agradeço a quem qualquer lição me ensina e a quem me dá a oportunidade de surpreender.


Agradeço a quem me ensina que o valor dos sentimentos é SEMPRE superior ao das "coisas".


Agradeço a quem de alguma forma fez o meu 21 mais florido, seja com sorrisos, palavras bonitas, carinho, atenção, energias boas.


E a Deus, por todo o aprendizado, amigos, família e até pelos obstáculos diários, porque, se não fosse por eles, minhas vitórias não teriam um gosto tão doce e a história que tenho escrito poderia ter um desfecho sem graça.


Tenho tanto, tanto, tanto a agradecer, que teria que ter passado o dia inteiro (quem sabe a semana) de joelhos.


Obrigada ao que já veio e o que virá.

Obrigada por, de alguma forma, me tornar maior.

Obrigada, obrigada, obrigada!




"And in the end 
The love you take
Is equal to 
The love you make."



[Lennon/ McCartney]



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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A gosto!




em agosto as luas são mais bonitas, e o céu mais estrelado.
o florescer é mais perfumado, e o mar ondula numa sincronia que mais parece uma dança.
as brisas são suaves, o pôr-do-sol assume um alaranjado especial e as nuvens desenham formas mais interessantes.
agosto é como verão... "quente o coração".

agosto conjuga início e recomeço.
agosto é onde as coisas boas acontecem.

bem vindo seja!



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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sazonal.




"As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima, você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo.
Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar daquilo que já está presente.

A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias" e nunca vivendo naquilo que é."



[Osho]


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segunda-feira, 23 de julho de 2012

os pés da bailarina



A maior parte das pessoas, quando vão a um espetáculo de balé, avaliam uma bailarina por sua postura, seu tronco ereto e impecavelmente exuberante. Não que isso não deva ser observado, mas, sabiam que um dos pré requisitos para passar na seleção do Bolshoi é o formato dos pés? Pois é.

Durante um ato, poucos são os que refletem sobre os pés da bailarina. Os caminhos por onde caminharam para que chegasse até ali e o peso que os mesmos tiveram de aprender a sustentar.

Poucos são os que veem além. O quanto ela teve que praticar e dedicar-se...
Horas a fio repetindo os mesmos movimentos, e cuidadosamente refletindo o sentimento de cada ato, sem que aquilo pareça puramente mecânico.

E quando a bailarina vai ao chão?
Significa que ela treinou menos ou que seus pés sejam menos feios?
Sim. O chão nunca pode ter sido encerado em excesso ou os tacos mal colocados.
A bailarina defectível engordou ou praticou menos.

Assistir a bailarina em todo o seu esplendor e glória e ao mesmo tempo associar a isso o fato de que ela tem terríveis dores musculares e seus pés são calosos e bolhosos é destoante, não é mesmo? Afinal de contas, na hora de subir ao palco e mostrar a que veio, as sapatilhas surradas são guardadas e os pezinhos estarão envoltos em novas e lustrosas.

Por isso é fácil para muitos admirar o que se vê, o produto final.
Infelizmente a maioria ignora as etapas anteriores.

Mais foi a dor e o esforço que levaram a bailarina ao seu cume pessoal: a ponta dos seus próprios pés.



[DaisyLima.]




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é só o amor, é só o amor.

“O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. 
Dissolve neblinas. Revela o sol. 
Destece máscaras. 
Reinaugura a humildade. 
Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir.”

[Ana Jácomo.]

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domingo, 22 de julho de 2012

objetos de objetos

"Bom dia!". Um sorriso de canto de boca. "Totalmente mecânico"- pensei. Será que desejei de fato que aquelas pessoas a quem me dirigi tivessem um bom dia?! Vou ter que adiar esse pensamento, pelo menos por hora. Já estou atrasada!

Agora não.
Não tenho tempo.
Preciso trabalhar.
Não vou poder ir, tenho que estudar.

Frases rotineiras por aqui. Por aí também?

Sete cadeiras ou não consigo graduar a tempo. 
Apresentação de seminário e dois trabalhos escritos pra semana que vem (mas eles não acabam nuncaaa?!). 
Tem reunião no laboratório e o ultimo experimento da monografia e mil prescrições pra analisar e as visitas na UTI, sempre as terças-feiras.

Almoço às pressas, sem tempo pra dialogar, digo um oi pra algum rosto familiar no meio do caminho, mas sempre correndo.
"Que vida é essa?"- me pergunto. "não tou gostando assim, não"- reclamo. Os amigos também. 
"E a vida social?"- mamãe indaga ao me ver jogada aos livros em pleno sábado a noite. 
"E o namorado?"- vovó dispara toda vez que me vê. "tá de caso com os livros, ainda?"- completa. "É, vó. Tô de olho no "Leblanch". Nome pomposo, não acha?!"- rimos. 
E o blog? "Mil rascunhos!" - penso sozinha- "mas ainda nem entreguei o projeto da mono. Maldito!"


Cinco anos atrás, o coordenador do cursinho perguntou qual era o motivo de estarmos ali. Ele, diante do silêncio da turma, respondeu (dono de uma obviedade enorme): "vocês estão aqui por que querem, de alguma forma, alcançar a felicidade."
Não deixa de ser verdade. Dinheiro, satisfação pessoal, reconhecimento, poder melhorar de alguma forma a vida de alguém... São objetivos almejados pela maioria das pessoas.

Mas que felicidade é essa, que nos isola, nos exaure e nos mumifica?!

O fato é que em um momento ou outro, acabamos nos afastando de muitas coisas importantes em nome destas buscas. Mas, como perceber quando estamos nos transformando em objetos dos nossos objetos de desejo?

Vale refletir:




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sábado, 7 de julho de 2012

Um bicudo na saúde




Olha, eu preciso desabafar.

Eu não vi nenhuma entrevista oficial, e bem sei que a mídia não tem limites em espalhar o seu veneno quando o assunto é causar polêmica e conseqüentemente, conquistar maior audiência.

O fato é que estava eu recentemente navegando na internet quando vejo uma suposta afirmação de Ronaldo “fenômeno”: “Não se faz copa com hospitais”.

Eu nunca fui uma pessoa muito preconceituosa com relação a certo tipo de profissional, e não sei se muita gente concorda, mas uma declaração como esta me faz pensar que eles deveriam se reportar sobre certos assuntos com menor freqüência.

A mídia dá muita importância a quem infelizmente não tem nada a dizer. Aí, além de tudo, ainda vem um infeliz desse com essa afirmação, o que me faz perguntar: aonde estamos? ahh... no país do futebol, não é mesmo?!

Será que ele sabe que existem milhares de pessoas em universidades tentando se profissionalizar para amenizar o sofrimento de tantas e tantos cidadãos enfermos?
Será que ele conhece o trabalho de pesquisadores que tanto se dedicam a aliviar as dores alheias, inclusive a dele próprio, quando o mesmo encontra-se contundido?

Será que este indivíduo raciocina que com a vinda de pessoas do mundo inteiro, é aumentada a suscetibilidade da saúde do país, e que seremos expostos a doenças endêmicas dos cidadãos que aqui desembarcarão de várias localidades distintas?

A resposta é certamente N Ã O.

Futebol é lindo, e eu adoro.
Mas, se tiver de escolher entre este e a saúde da minha família, desculpe, Ronaldo! Eu indubitávelmente dispenso a sua arte.

E mais: desde quando estádio é sinônimo de infra-estrutura?
Se não há transporte coletivo de qualidade, vias de tráfego bem estruturadas, segurança, bons hospitais e profissionais de saúde bem preparados para atender sequer a demanda dos próprios habitantes deste país, pessoas treinadas e educadas para atender bem... se faz copa?
Olha, amigo... acho que nem com muito otimismo, viu?

Muitas vezes reclamo por ter escolhido um curso que exige muito de mim, mas agradeço a Deus por não ter nenhum talento que me faça pular esta etapa, a universidade. Lá eu aprendi muito mais sobre as necessidades do ser humano do que poderia imaginar, e principalmente, aprendi que quando uma informação é bem utilizada, reflete positivamente em mais vidas do que se pensa. Portanto, é simplesmente revoltante para nós, profissionais, assistir à construção de obras suntuosas, enquanto a fila do sus só aumenta.

Eu não conheço a biografia deste jogador e não sei por quais dificuldades ele passou e nem se teve as mesmas oportunidades que eu. Mas uma coisa é certa: se não for para acrescentar algo de bom, que fique calado. Infelizmente, a maioria das pessoas que vemos na mídia não sabem aproveitar a visibilidade que possuem para transmitir algo de bom à sociedade, uma pena. E pior: alcançam cada vez mais admiração e reconhecimento financeiro. Ê... Brasil...

Educação e saúde... o resto é lucro.




[DaisyLima, em 19/12/11]



"O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo..."

[Chico Buarque- O que será (a flor da terra)]

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

comes, goes, stays... remains.





 saudade é um silêncio que ecoa na ausência.



[DaisyLima]


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"a sombra do futuro
a sobra do passado
assombram a paisagem..."

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domingo, 27 de maio de 2012




"There's something different about you
Or maybe it's me that's changed..."
[ainda "My Blueberry nights."]

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did we change?
or were we strangers all along?

sábado, 26 de maio de 2012

Num casulo.



Às vezes há que retirar-se um instante, recolher-se um pouco.
Revisitar seus conceitos, criar novos, desfazer-se dos que já não mais se encaixam.
Acalmar o coração, organizar os sentimentos.
Há que mobilizar-se, entrar em transe, como numa oração.
Colher a energia que sobrou, reciclá-la, ou gerar novas fontes.
Criar outros mantras.
Há que se dar vencimento a velhas vulnerabilidades e perceber novas. E tentar saná-las.
Realizar uma faxina interior. Experimentar um pouco da presença integral de si mesmo, numa espécie de auto-doação cíclica.

Durante o processo, indagações emergem.
Uma das: o que tenho carregado?
Sim, esta é uma pergunta de extrema relevância, uma vez que só se leva aquilo o que se consegue carregar.
Se a sensação é de sobrepeso, há que se podar os excessos.
Este conceito, uma vez aplicado, é a melhor maneira de nos ajudarmos a abandonar aqueles pesos que insistimos em carregar como grandes fardos que nos foram "designados" por sei lá quem.






Numa analogia simpática:
Toda grande mudança começa com um simples movimento.

Separamos os "objetos" do mesmo gênero, elegemos os que continuarão conosco, armazenamo-os em caixas, e transportamo-os, para depois desembrulhá-los e re-organizá-los em seu novo destino. Neste meio tempo, percebemos que alguns ficam pelo caminho, pois não fazem sentido há muito, bem como, impreterivelmente, o tempo trata de trazer novas situações, novos contextos... Que ao matizar o ambiente, nos farão perceber o quanto as novas formas realçam ou não os objetos antigos, numa espécie de seleção natural, mas de difícil descarte, você sabe bem o motivo.

Enquanto tudo isso acontece do lado de dentro, é preciso salvar toda energia que se tem, pois o processo demanda um gasto imenso. Tempo, disposição e paciência são necessários para que a metamorfose aconteça. A poeira é grande, mas o resultado é promissor.



[DaisyLima.]


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What are you hoping for?
Do you know?