quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sazonal.




"As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima, você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo.
Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar daquilo que já está presente.

A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias" e nunca vivendo naquilo que é."



[Osho]


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segunda-feira, 23 de julho de 2012

os pés da bailarina



A maior parte das pessoas, quando vão a um espetáculo de balé, avaliam uma bailarina por sua postura, seu tronco ereto e impecavelmente exuberante. Não que isso não deva ser observado, mas, sabiam que um dos pré requisitos para passar na seleção do Bolshoi é o formato dos pés? Pois é.

Durante um ato, poucos são os que refletem sobre os pés da bailarina. Os caminhos por onde caminharam para que chegasse até ali e o peso que os mesmos tiveram de aprender a sustentar.

Poucos são os que veem além. O quanto ela teve que praticar e dedicar-se...
Horas a fio repetindo os mesmos movimentos, e cuidadosamente refletindo o sentimento de cada ato, sem que aquilo pareça puramente mecânico.

E quando a bailarina vai ao chão?
Significa que ela treinou menos ou que seus pés sejam menos feios?
Sim. O chão nunca pode ter sido encerado em excesso ou os tacos mal colocados.
A bailarina defectível engordou ou praticou menos.

Assistir a bailarina em todo o seu esplendor e glória e ao mesmo tempo associar a isso o fato de que ela tem terríveis dores musculares e seus pés são calosos e bolhosos é destoante, não é mesmo? Afinal de contas, na hora de subir ao palco e mostrar a que veio, as sapatilhas surradas são guardadas e os pezinhos estarão envoltos em novas e lustrosas.

Por isso é fácil para muitos admirar o que se vê, o produto final.
Infelizmente a maioria ignora as etapas anteriores.

Mais foi a dor e o esforço que levaram a bailarina ao seu cume pessoal: a ponta dos seus próprios pés.



[DaisyLima.]




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é só o amor, é só o amor.

“O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. 
Dissolve neblinas. Revela o sol. 
Destece máscaras. 
Reinaugura a humildade. 
Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir.”

[Ana Jácomo.]

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domingo, 22 de julho de 2012

objetos de objetos

"Bom dia!". Um sorriso de canto de boca. "Totalmente mecânico"- pensei. Será que desejei de fato que aquelas pessoas a quem me dirigi tivessem um bom dia?! Vou ter que adiar esse pensamento, pelo menos por hora. Já estou atrasada!

Agora não.
Não tenho tempo.
Preciso trabalhar.
Não vou poder ir, tenho que estudar.

Frases rotineiras por aqui. Por aí também?

Sete cadeiras ou não consigo graduar a tempo. 
Apresentação de seminário e dois trabalhos escritos pra semana que vem (mas eles não acabam nuncaaa?!). 
Tem reunião no laboratório e o ultimo experimento da monografia e mil prescrições pra analisar e as visitas na UTI, sempre as terças-feiras.

Almoço às pressas, sem tempo pra dialogar, digo um oi pra algum rosto familiar no meio do caminho, mas sempre correndo.
"Que vida é essa?"- me pergunto. "não tou gostando assim, não"- reclamo. Os amigos também. 
"E a vida social?"- mamãe indaga ao me ver jogada aos livros em pleno sábado a noite. 
"E o namorado?"- vovó dispara toda vez que me vê. "tá de caso com os livros, ainda?"- completa. "É, vó. Tô de olho no "Leblanch". Nome pomposo, não acha?!"- rimos. 
E o blog? "Mil rascunhos!" - penso sozinha- "mas ainda nem entreguei o projeto da mono. Maldito!"


Cinco anos atrás, o coordenador do cursinho perguntou qual era o motivo de estarmos ali. Ele, diante do silêncio da turma, respondeu (dono de uma obviedade enorme): "vocês estão aqui por que querem, de alguma forma, alcançar a felicidade."
Não deixa de ser verdade. Dinheiro, satisfação pessoal, reconhecimento, poder melhorar de alguma forma a vida de alguém... São objetivos almejados pela maioria das pessoas.

Mas que felicidade é essa, que nos isola, nos exaure e nos mumifica?!

O fato é que em um momento ou outro, acabamos nos afastando de muitas coisas importantes em nome destas buscas. Mas, como perceber quando estamos nos transformando em objetos dos nossos objetos de desejo?

Vale refletir:




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sábado, 7 de julho de 2012

Um bicudo na saúde




Olha, eu preciso desabafar.

Eu não vi nenhuma entrevista oficial, e bem sei que a mídia não tem limites em espalhar o seu veneno quando o assunto é causar polêmica e conseqüentemente, conquistar maior audiência.

O fato é que estava eu recentemente navegando na internet quando vejo uma suposta afirmação de Ronaldo “fenômeno”: “Não se faz copa com hospitais”.

Eu nunca fui uma pessoa muito preconceituosa com relação a certo tipo de profissional, e não sei se muita gente concorda, mas uma declaração como esta me faz pensar que eles deveriam se reportar sobre certos assuntos com menor freqüência.

A mídia dá muita importância a quem infelizmente não tem nada a dizer. Aí, além de tudo, ainda vem um infeliz desse com essa afirmação, o que me faz perguntar: aonde estamos? ahh... no país do futebol, não é mesmo?!

Será que ele sabe que existem milhares de pessoas em universidades tentando se profissionalizar para amenizar o sofrimento de tantas e tantos cidadãos enfermos?
Será que ele conhece o trabalho de pesquisadores que tanto se dedicam a aliviar as dores alheias, inclusive a dele próprio, quando o mesmo encontra-se contundido?

Será que este indivíduo raciocina que com a vinda de pessoas do mundo inteiro, é aumentada a suscetibilidade da saúde do país, e que seremos expostos a doenças endêmicas dos cidadãos que aqui desembarcarão de várias localidades distintas?

A resposta é certamente N Ã O.

Futebol é lindo, e eu adoro.
Mas, se tiver de escolher entre este e a saúde da minha família, desculpe, Ronaldo! Eu indubitávelmente dispenso a sua arte.

E mais: desde quando estádio é sinônimo de infra-estrutura?
Se não há transporte coletivo de qualidade, vias de tráfego bem estruturadas, segurança, bons hospitais e profissionais de saúde bem preparados para atender sequer a demanda dos próprios habitantes deste país, pessoas treinadas e educadas para atender bem... se faz copa?
Olha, amigo... acho que nem com muito otimismo, viu?

Muitas vezes reclamo por ter escolhido um curso que exige muito de mim, mas agradeço a Deus por não ter nenhum talento que me faça pular esta etapa, a universidade. Lá eu aprendi muito mais sobre as necessidades do ser humano do que poderia imaginar, e principalmente, aprendi que quando uma informação é bem utilizada, reflete positivamente em mais vidas do que se pensa. Portanto, é simplesmente revoltante para nós, profissionais, assistir à construção de obras suntuosas, enquanto a fila do sus só aumenta.

Eu não conheço a biografia deste jogador e não sei por quais dificuldades ele passou e nem se teve as mesmas oportunidades que eu. Mas uma coisa é certa: se não for para acrescentar algo de bom, que fique calado. Infelizmente, a maioria das pessoas que vemos na mídia não sabem aproveitar a visibilidade que possuem para transmitir algo de bom à sociedade, uma pena. E pior: alcançam cada vez mais admiração e reconhecimento financeiro. Ê... Brasil...

Educação e saúde... o resto é lucro.




[DaisyLima, em 19/12/11]



"O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo..."

[Chico Buarque- O que será (a flor da terra)]

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

comes, goes, stays... remains.





 saudade é um silêncio que ecoa na ausência.



[DaisyLima]


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"a sombra do futuro
a sobra do passado
assombram a paisagem..."

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