quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sobre temeridades...


Quebrando um pouco a linha deste tipo de post, hoje, não vou enumerar meus medos. Temeridades a parte... são muitos e muito particulares. Não cabe a ninguém a não ser a mim compreendê-los e superá-los. Contudo, dada a importância deste estado/ sentimento, é interessante que se exponha algo a respeito, tanto quanto se fala de alegrias e tristezas.
Eu, particularmente, acho que ele determina em um grau bem maior do que outros sentimentos, aquilo que você é.
Seus medos constituem sua identidade, suas limitações. E talvez por isso seja tido como um sentimeto negativo.
O que você teme define seus graus de autopreservação, e simplesmente faz parte de você, a menos que você decida enfrentar.
A própria ciência embasa tal tese, pois muito do medo parte do instinto, algo realmete inerente à você, a sua  essencia.
Não admiro pessoas destemidas, assim como não acho apreciável o convívio com pessoas que tudo temem... Porque seus medos te mantém numa região segura, enquanto você supõe que ainda não consegue enfrentá-los. O que um destemido tem a superar? Ao passo que... o que um covarde já superou?
As respostas parecem ser as mesmas.

Temer com moderação pode fazer bem, acho que a isso damos o nome de prudência. Isso nos mantém em uma "zona de conforto", nos protege de algo com o qual  talvez ainda não possamos lidar... seja por "pré-conceito" ou pelas próprias limitações que a condição humana nos impõe, mesmo.
Issoooo! encontrei a palavra perfeita: medos são espelhos das limitações humanas. Porque ninguém tudo pode, assim como não há quem nada possa.
Talvez a vida seja isso... uma eterna superação. É buscar incessantemente alcançar o limiar, mesmo sabendo que este talvez nunca chegue. Talvez por isso, a vida valha tanto a pena ser vivida. A cada superação galgamos um degrau rumo ao limiar.
E a quem está nos extremos... é necessário que se alcance o equilíbrio.
Porque quem acha que já alcançou o limiar, também pode achar que sua busca se deu por terminada; Bem como quem se priva eternamente dos desafios da vida, pode achar que está sempre diante da estaca zero.

Porque hoje, metade de mim é medo, mas a outra metade é " a luta, a força e a coragem pra chegar no fim... e o fim é belo incerto, depende de como você vê... o novo, o credo, a fé que você deposita em você; E só." (O Teatro Mágico- O Anjo Mais Velho.)

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