segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

would you please... glue me up?!

é, voltei! \o/
afinal de contas, já basta dessa abstinência de palavras, né?
um dia sem palavras é como uma tortura... pois se elas, as palavras, nos aprisionam, as mesmas têm o dom inafiançável de igualmente nos salvar. cantadas, escritas, pensadas. sim, palavras nos libertam o tempo inteiro.
sinto-me aliviada por voltar a liberdade. e não se preocupe... o fluxo imaginário é incessante e durante todo este tempo foi armazenado e será, sim... selecionado e posteriormente, exposto! ^^

mas.. vamos ao que interessa?!
todo mundo comemorando férias, né?! ahh, férias é bom, sim... mas sempre me entediaram a partir do segundo dia. sinto falta da muvuca habitual, dos dias repletos, até das confusões corriqueiras... dá sempre uma ponta de vontade de não sair do ritmo. e eu tenho tentado... estágio em outra farmácia, dar continuidade aos experimentos no lab e tentar começar a escrever o projeto da mono (eu sei, ainda faltam dois anos, mas eu sofro de distúrbio de ansiedade, então...), estagiar em outra farmácia, quem sabe num hospital, estudar farmaco e imuno pro semestre que vem... 
é, sempre são um pouco diferentes das férias alheias, as minhas! rs
mas... eu gostaria de anunciar que... eu fiz algo em comum com alguém que acaba de entrar de férias: "arrumei" meu guarda-roupa hoje. e isso é programa de gente?! num sei, mas fiz! e o que tem de especial nisso?..



é que no meio da minha bagunça organizada, acabei encontrando um tubinho velho de cola maluca. já tava sequinho, acho que avaporou... mas me fez  lembrar! 
anos atrás, alguém na família andava sempre com um tubinho daqueles  no bolso. era impressionante... quem precisava ia logo pedindo a tal pessoa.
não sou personagem de clarice, mas isso me levou a um fluxo de consciencia prolongado... afinal, o que levaria alguém a andar sempre com aquilo no bolso?!

segurança. quebrou? cola!

não é preciso de reflexões profundas para enxergarmos que aquilo que repara aquilo que quebramos é o que todos procuramos (conscientemente ou não). diminui a culpa?! provável!
difícil convivermos com essa necessidade de arriscar quando a mesma acaba esbarrando em riscos que nos tornam arredios, covardes, vítimas de nossos próprios medos. medo de quebrar. e como somos frágeis física e emocionalmente... como somos FRÁGEIS.
por isso, ter algo que possa reparar se errarmos é sempre tão confortador. não é?!
deviam  inventar era cola de gente... e como somos frágeis, hein?!


ei, tio! por favor, me cola! =)

é sempre muito bom estar de  volta!
... por que hoje, metade de mim é caco, e a outra metade é remendo.

***

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