É com as palavras de Roseana Murray que retorno.
Gostaria, primeiramente, de agradecer pelas visitas,
comentários, "curtidas" e sua paciência.
É, paciência...
Grãos de Estrela, Day by Daisy, Na.morada das Palavras (ou
o como quer que eu decida intitular esse blog), é um lugar onde eu venho para
me refugiar um pouco. E quando venho, sinto que devo trazer algo. Logo,
transformo o que vivencio e o que vejo em palavras. São
queixas, desabafos (tristes e alegres), protestos, reclames, celebrações e
mormente saudades. Esse lugar é um depósito de saudades. Na verdade, posts que
versam sobre saudade se intercalam entre os demais, pois são maioria confessa.
Esse ano eu resolvi não fazer um "balanço" dos
bons e ruins momentos do ano passado. Mas me recolhi e pesei os aprendizados. E
estes, me fizeram tão mais resistente do que eu imaginava poder ser... Na verdade
aprendi que aprender não consiste em se livrar daquilo que incomoda, mas
aprender a transpor e sair o mais inteiro possível da situação. Clarice disse uma vez:
"Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante." É como se aprender fosse perceber que você precisa sorrir,
mesmo sem os dentes.
Nem sempre aquilo o que você tem para mostrar é bonito, mas
se você encontrar a melhor forma de mostrar, aquilo pode se transformar em algo
mais valioso que beleza.
Eu aprendi a sorrir sem os dentes, a pegar o barco andando,
a correr atrás, a deixar para trás, a enxergar em mim coisas que eu jamais
havia percebido e a continuar reconstruindo o que eu achava que eram restos,
mas que na verdade eram tudo o que eu tinha, eu.
Essa é a verdade. Meu blog é um grande desabafo, e cada vez
que fujo pra cá posso não estar trazendo algo exatamente bonito, mas acredito
que estou trazendo da forma mais eu de todas, e agradeço a
acolhida. E além disso, o seu tempo, sua paciência, e a sua compreensão, mesmo
que nem sempre se identifique com o que trago, garanto: estou trazendo o meu
melhor! E que fique claro: minhas reflexões não têm um "alvo", não escrevo para atingir ou alcançar ninguém. Mas, se, por outro lado, alguém conseguir encontrar algo de útil, aqui... maravilha!
E como é bom transformar sentimento em palavra, e ver para cada
revolta verter-se em manifesto, cada tristeza transformar-se numa poesia, (isso funciona melhor do
que eu pensava com sentimentos negativos... é na verdade uma terapia alternativa... rs).
E ver enfim... alegria render longas dissertações...
E assim, vou vivendo de palavras.
Porque melhor que reclamar, chorar, pestanejar, agredir ou
revidar... é escrever.
"e não acomodar com o que incomoda... mais."
***

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