domingo, 8 de janeiro de 2012

Meus Grãos...




É com as palavras de Roseana Murray que retorno.

Gostaria, primeiramente, de agradecer pelas visitas, comentários, "curtidas" e  sua paciência.

É, paciência...
Grãos de Estrela, Day by Daisy, Na.morada das Palavras (ou o como quer que eu decida intitular esse blog), é um lugar onde eu venho para me refugiar um pouco. E quando venho, sinto que devo trazer algo. Logo, transformo o que vivencio e o que vejo em palavras. São queixas, desabafos (tristes e alegres), protestos, reclames, celebrações e mormente saudades. Esse lugar é um depósito de saudades. Na verdade, posts que versam sobre saudade se intercalam entre os demais, pois são maioria confessa.

Esse ano eu resolvi não fazer um "balanço" dos bons e ruins momentos do ano passado. Mas me recolhi e pesei os aprendizados. E estes, me fizeram tão mais resistente do que eu imaginava poder ser... Na verdade aprendi que aprender não consiste em se livrar daquilo que incomoda, mas aprender a transpor e sair o mais inteiro possível da situação. Clarice disse uma vez: "Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante." É como se aprender fosse perceber que você precisa sorrir, mesmo sem os dentes.

Nem sempre aquilo o que você tem para mostrar é bonito, mas se você encontrar a melhor forma de mostrar, aquilo pode se transformar em algo mais valioso que beleza.

Eu aprendi a sorrir sem os dentes, a pegar o barco andando, a correr atrás, a deixar para trás, a enxergar em mim coisas que eu jamais havia percebido e a continuar reconstruindo o que eu achava que eram restos, mas que na verdade eram tudo o que eu tinha, eu.

Essa é a verdade. Meu blog é um grande desabafo, e cada vez que fujo pra cá posso não estar trazendo algo exatamente bonito, mas acredito que estou trazendo da forma mais eu de todas, e agradeço a acolhida. E além disso, o seu tempo, sua paciência, e a sua compreensão, mesmo que nem sempre se identifique com o que trago, garanto: estou trazendo o meu melhor! E que fique claro: minhas reflexões não têm um "alvo", não escrevo para atingir ou alcançar ninguém. Mas, se, por outro lado, alguém conseguir encontrar algo de útil, aqui... maravilha!

E como é bom transformar sentimento em palavra, e ver para cada revolta verter-se em manifesto, cada tristeza transformar-se numa poesia, (isso funciona melhor do que eu pensava com sentimentos negativos... é na verdade uma terapia alternativa... rs).
E ver enfim... alegria render longas dissertações... 

E assim, vou vivendo de palavras. 

Porque melhor que reclamar, chorar, pestanejar, agredir ou revidar... é escrever.





"e não acomodar com o que incomoda... mais."

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