sábado, 26 de maio de 2012

Num casulo.



Às vezes há que retirar-se um instante, recolher-se um pouco.
Revisitar seus conceitos, criar novos, desfazer-se dos que já não mais se encaixam.
Acalmar o coração, organizar os sentimentos.
Há que mobilizar-se, entrar em transe, como numa oração.
Colher a energia que sobrou, reciclá-la, ou gerar novas fontes.
Criar outros mantras.
Há que se dar vencimento a velhas vulnerabilidades e perceber novas. E tentar saná-las.
Realizar uma faxina interior. Experimentar um pouco da presença integral de si mesmo, numa espécie de auto-doação cíclica.

Durante o processo, indagações emergem.
Uma das: o que tenho carregado?
Sim, esta é uma pergunta de extrema relevância, uma vez que só se leva aquilo o que se consegue carregar.
Se a sensação é de sobrepeso, há que se podar os excessos.
Este conceito, uma vez aplicado, é a melhor maneira de nos ajudarmos a abandonar aqueles pesos que insistimos em carregar como grandes fardos que nos foram "designados" por sei lá quem.






Numa analogia simpática:
Toda grande mudança começa com um simples movimento.

Separamos os "objetos" do mesmo gênero, elegemos os que continuarão conosco, armazenamo-os em caixas, e transportamo-os, para depois desembrulhá-los e re-organizá-los em seu novo destino. Neste meio tempo, percebemos que alguns ficam pelo caminho, pois não fazem sentido há muito, bem como, impreterivelmente, o tempo trata de trazer novas situações, novos contextos... Que ao matizar o ambiente, nos farão perceber o quanto as novas formas realçam ou não os objetos antigos, numa espécie de seleção natural, mas de difícil descarte, você sabe bem o motivo.

Enquanto tudo isso acontece do lado de dentro, é preciso salvar toda energia que se tem, pois o processo demanda um gasto imenso. Tempo, disposição e paciência são necessários para que a metamorfose aconteça. A poeira é grande, mas o resultado é promissor.



[DaisyLima.]


***




What are you hoping for?
Do you know?

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