Às vezes há que retirar-se um instante, recolher-se um pouco.
Revisitar seus
conceitos, criar novos, desfazer-se dos que já não mais se encaixam.
Acalmar o coração,
organizar os sentimentos.
Há que
mobilizar-se, entrar em transe, como numa oração.
Colher a energia
que sobrou, reciclá-la, ou gerar novas fontes.
Criar outros
mantras.
Há que se dar
vencimento a velhas vulnerabilidades e perceber novas. E tentar saná-las.
Realizar uma
faxina interior. Experimentar um pouco da presença integral de si mesmo, numa
espécie de auto-doação cíclica.
Durante o processo, indagações emergem.
Uma das: o
que tenho carregado?
Sim, esta é uma
pergunta de extrema relevância, uma vez que só se leva aquilo o que se
consegue carregar.
Se a sensação é de
sobrepeso, há que se podar os excessos.
Este conceito, uma
vez aplicado, é a melhor maneira de nos ajudarmos a abandonar aqueles pesos que
insistimos em carregar como grandes fardos que nos foram "designados"
por sei lá quem.
Numa analogia simpática:
Toda grande
mudança começa com um simples movimento.
Separamos os
"objetos" do mesmo gênero, elegemos os que continuarão conosco,
armazenamo-os em caixas, e transportamo-os, para depois desembrulhá-los e
re-organizá-los em seu novo destino. Neste meio tempo, percebemos que alguns
ficam pelo caminho, pois não fazem sentido há muito, bem como,
impreterivelmente, o tempo trata de trazer novas situações, novos contextos...
Que ao matizar o ambiente, nos farão perceber o quanto as novas formas realçam
ou não os objetos antigos, numa espécie de seleção natural, mas de difícil
descarte, você sabe bem o motivo.
Enquanto tudo isso
acontece do lado de dentro, é preciso salvar toda energia que se tem, pois o
processo demanda um gasto imenso. Tempo, disposição e paciência são
necessários para que a metamorfose aconteça. A poeira é grande, mas o resultado
é promissor.
[DaisyLima.]
***
What are you hoping for?
Do you know?

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