"Que eu queria poder te dizer cem palavras
Eu queria poder te cantar cem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões"
Eu queria poder te cantar cem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões"
tormento e paz
profundidade e superficialidade
medo e coragem
esquecimento e lembrança
cronologia e anacrônismo
dor e alívio
nunca e ainda
nada e tudo
vazio e completude
revolto e calmo
ausência e presença
distância e proximidade
relatividade e convicção
sonho e pesadelo
mal e bem
diálogo e monólogo
prosa e poesia
silêncio e música
diminuto e superlativo
temporais e primaveras
riso e pranto
frio e calor
amargo e doce
tímido e vulgar
lucidez e loucura
fugacidade e vagarosidade
desapego e saudade
individualidade e sinergismo
desdém e vontade
confuso e claro
comum e raro
passado e futuro
chaga e cicatriz
ebriedade e sobriedade
desânimo e ânsia
espinhos e flores
presunção e humildade
nós e laços
monocromático e colorido
crítica e elogio
culpa e compreensão
mágoa e perdão
solidão e solitude
braço e abraço
fim e (re)começo
monólogos e diálogos
lua e sol
pecado e remissão
meio e inteiro
eu e você
você e eu
cem palavras.
antônimos que não se neutralizam.
Cada pessoa que passa por nós nos deixa uma história. Às vezes pra contar, outras pra calar.
***
Nenhum comentário:
Postar um comentário