sexta-feira, 23 de novembro de 2012

cem palavras.


"Que eu queria poder te dizer cem palavras
Eu queria poder te cantar cem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões"


tormento e paz

profundidade e superficialidade

medo e coragem

esquecimento e lembrança

cronologia e anacrônismo

dor e alívio

nunca e ainda

nada e tudo

vazio e completude

revolto e calmo

ausência e presença

distância e proximidade

relatividade e convicção

sonho e pesadelo

mal e bem

diálogo e monólogo

prosa e poesia

silêncio e música

diminuto e superlativo

temporais e primaveras

riso e pranto

frio e calor

amargo e doce

tímido e vulgar

lucidez e loucura

fugacidade e vagarosidade

desapego e saudade

individualidade e sinergismo

desdém e vontade

confuso e claro

comum e raro

passado e futuro

chaga e cicatriz

ebriedade e sobriedade

desânimo e ânsia

espinhos e flores

presunção e humildade

nós e laços

monocromático e colorido

crítica e elogio

culpa e compreensão

mágoa e perdão

 solidão e solitude

braço e abraço

fim e (re)começo

monólogos e diálogos

lua e sol

pecado e remissão

meio e inteiro



eu e você
você e eu



cem palavras.


antônimos que não se neutralizam.


Cada pessoa que passa por nós nos deixa uma história. Às vezes pra contar, outras pra calar.

***

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