quarta-feira, 4 de julho de 2012

comes, goes, stays... remains.





 saudade é um silêncio que ecoa na ausência.



[DaisyLima]


***



"a sombra do futuro
a sobra do passado
assombram a paisagem..."

***

domingo, 27 de maio de 2012




"There's something different about you
Or maybe it's me that's changed..."
[ainda "My Blueberry nights."]

***

did we change?
or were we strangers all along?

sábado, 26 de maio de 2012

Num casulo.



Às vezes há que retirar-se um instante, recolher-se um pouco.
Revisitar seus conceitos, criar novos, desfazer-se dos que já não mais se encaixam.
Acalmar o coração, organizar os sentimentos.
Há que mobilizar-se, entrar em transe, como numa oração.
Colher a energia que sobrou, reciclá-la, ou gerar novas fontes.
Criar outros mantras.
Há que se dar vencimento a velhas vulnerabilidades e perceber novas. E tentar saná-las.
Realizar uma faxina interior. Experimentar um pouco da presença integral de si mesmo, numa espécie de auto-doação cíclica.

Durante o processo, indagações emergem.
Uma das: o que tenho carregado?
Sim, esta é uma pergunta de extrema relevância, uma vez que só se leva aquilo o que se consegue carregar.
Se a sensação é de sobrepeso, há que se podar os excessos.
Este conceito, uma vez aplicado, é a melhor maneira de nos ajudarmos a abandonar aqueles pesos que insistimos em carregar como grandes fardos que nos foram "designados" por sei lá quem.






Numa analogia simpática:
Toda grande mudança começa com um simples movimento.

Separamos os "objetos" do mesmo gênero, elegemos os que continuarão conosco, armazenamo-os em caixas, e transportamo-os, para depois desembrulhá-los e re-organizá-los em seu novo destino. Neste meio tempo, percebemos que alguns ficam pelo caminho, pois não fazem sentido há muito, bem como, impreterivelmente, o tempo trata de trazer novas situações, novos contextos... Que ao matizar o ambiente, nos farão perceber o quanto as novas formas realçam ou não os objetos antigos, numa espécie de seleção natural, mas de difícil descarte, você sabe bem o motivo.

Enquanto tudo isso acontece do lado de dentro, é preciso salvar toda energia que se tem, pois o processo demanda um gasto imenso. Tempo, disposição e paciência são necessários para que a metamorfose aconteça. A poeira é grande, mas o resultado é promissor.



[DaisyLima.]


***




What are you hoping for?
Do you know?

terça-feira, 13 de março de 2012

ahh... os dias de chuva...





"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva". 

[Caio.]



***






"Quando ouço teu silêncio
Escuto meu coração
Bater apressado e urgente
Te querendo sem querer
Cansado de sofrer
Mas agora já é hora
Dessa chuva ir embora..."

domingo, 11 de março de 2012

Guardei numa caixinha...



"Sou mestre na arte de falar em silêncio.
Toda a minha vida falei calando-me
e vivi em mim mesma tragédias inteiras sem pronunciar uma palavra…"
[Fiódor Dostoiévski]

Guardei numa caixinha...
Discursos ensaiados,
Velados em silêncios herméticos,
Como numa concha.

"e conchas têm chaves?"
joguei fora mesmo assim. num abismo.


[DaisyLima.]


***




o mundo é o limite.



Deus espalhou pedacinhos nossos em cada parte do mundo.
Por isso, para ser feliz, é preciso viajar. Sair de dentro de si e recolher-se por aqui e por ali, para encontrar-se, ou, (re)descobrir-se.

Viaje.
E traga consigo, na bagagem, mais você.

[DaisyLima.]


***

Conexões Inexplicáveis


"O Beijo" (1907); Constantin Brancusi

Nós.

Existem nós que nunca se desfazem.
Existem nós que na verdade não são nós, somos nós.
Os nós cegos. Para que enxergá-los?
Nós, nós, nós...
Eu, eu, eu....
Você: um só. Um nó.

Para os que insistem em valorizar o "nós"




[http://aquiaa.blogspot.com/2008/12/ns.html]
*que fique bem claro: prefiro laços! ^^



***

Uma oração.



"...Que os sensíveis sejam também protegidos. Que sejam protegidos todos os que veem muito além das aparências. Todos os que ouvem bem pra lá de qualquer palavra. Todos os que bordam maciez no tecido áspero do cotidiano. Todos os que propagam a bondade. Todos os que amam sem coração com cerca de arame farpado. Que sejam protegidos todos os poetas de olhar e de alma, tanto faz se dizem poesia com letras, gestos, silêncios ou outro jeito de fala. Que sejam protegidos não por serem especiais, que toda vida é preciosa, mas porque são luzeiros, vez ou outra um bocadinho cansados, no escuro assustado e apertado do casulo desse mundo."


[Ana Jácomo]